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A rogue apprentice for a rogue master

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A rogue apprentice for a rogue master

Mensagem por Darth Bastion em Sab Dez 24, 2016 12:09 am

Struggle for Power






"Paz é uma mentira, só existe paixão. Através da paixão, eu ganho força. Através da força, ganho vitória. Através da vitória, minhas correntes se rompem. A Força me libertará. Me lembro como se fosse ontem quando Sidious me trouxe estas palavras. Vinte anos atrás, eu estava nos pântanos de Balmorra; Vivento no planeta industrial, trabalhando para Devaronians nojento que pensavam apenas em como explorar os outros. Deve imaginar, o que teria de explorar de um garoto... Cego? Ora, eis que reside o engano. Minha visão é clara como as águas cristalinas de Naboo, vejo além do que os humanos podem. Este é o dom da minha raça. Minha aparência pálida e sempre de cabelos brancos, atraiu a atenção destes aliens imundos quando eu ainda brincava em um mercado quando tinha oito anos. Tudo que eu lembro é de ter sido seguido, meus pais mortos e eu levado. Minha mãe sempre me falou para não levitar nada na frente dos outros, mas eu simplesmente não conseguia resistir e precisava brincar de alguma forma, mesmo que seja com pequenos pedaços de metais. Para aqueles sujeitos, eu era dinheiro e por isso, meus pais pagaram o preço.

Entendo sua dúvida neste ponto. Se eu sou uma criança capaz de controlar a Força, o que meus pais podem fazer então? Nada. Nem todo Miraluka é sensível a Força. De fato nós vemos através dela, mas não necessariamente todos nós podemos manipula-la e utiliza-la ao nosso bel prazer. Não demorou muito para eu estar roubando, destruindo e matando por eles. Era fácil sabe? Um agente da SIS se aproximava, eu o empurrava para longe. Um soldado corria na direção deles, eu jogava um speeder nele apenas com o balançar da minha mão. Eu tinha tanta força, porém não podia usar contra aqueles chifrudos por causa do colar de choque em volta do meu pescoço.

Bom, nada disso importa. Este meu passado é irrelevante, o que precisa ser deixado claro é que Sidious me encontrou e me levou. Viu em mim o potencial antes que a Ordem Jedi me encontrasse através da República. Quando menos esperava, ja estava em Mustafar, aprendendo a lutar com um sabre de luz e aprendendo os ensinamentos da Ordem dos Siths. Eu não tinha para onde ir e eu sempre desejei o poder. Canalizei minha revolta por aqueles que tiraram tudo de mim e aprendi a utilizar as forças da escuridão ao meu favor. Explorei o meu dom e o conquistei. Foi aí que recebi o nome de Bastion. Ora, você realmente não achava que fosse meu verdadeiro nome. Quando você se torna um Darth, seu antigo mestre lhe confere um nome de identidade Sith. Este me foi dado por aquele velho do Sidious.

Eu sempre tive tudo. Quinze anos treinando sobre os ensinamentos do mais poderoso Sith da galaxia me rendeu experiência e oportunidades. Eu ajudei na construção dos Separatistas. Eu participei do treino do Conde Dokuu e além disso, eu fui um daqueles que projetou General Grievous. Era para ter sido tudo diferente. Quando Maul foi morto, eu era para ter ascendido, não Dokuu. Meu rosto seria a face da CIS. Porém, não vamos nos precipitar. Não estou falando de inveja. Nunca quis este holofote, mas preciso deixar claro que eu era o favorito e sempre fui. Sidious não esperava minha traição, mas eu já esperava a dele. Tentei convencer Dokuu que eramos marionetes na mão do vulgo Chanceler, peões que iriam ser abatidos de uma forma ou outra, porém, o velho está muito cego para perceber isto. Foi neste instante que eu decidi deixar meu antigo mestre e tudo que ajudei a construir. Eu não tinha mais nada para aprender com ele e definitivamente não irei participar de uma jogada para tomar a galáxia. O exército clone pode ser dele, mas as senhas de protocolo que controla toda a genética não era de sua autoria. Era aí que eu pretendia atacar, onde dói mais. A partir do momento que Sidious passou a jogar dos dois lados, que eu me senti traído. Seu caminho apenas levará a ruína de tudo que a Ordem Sith representa. Tudo que eu estudei e li em sua ausência, enquanto brincava de senador na República. Seus olhos estavam cegos pelo desgaste do tempo, enquanto que minha visão nunca foi tão justa e certeira.

Foi desta forma que eu me tornei inimigo de tudo e a todos. Quando comecei a atacar os separatistas e a república procurando informações e provas que eu pudesse conectar Sidious e Papaltine, que toda galáxia começou a me caçar. Foi então que percebi, que não bastava apenas minha força. Eu precisava dos ensinamentos antigos para me guiar. Foi por isso que eu decidi procurar o holocrom de Darth Nihilus, esperando que seus ensinamentos pudessem me dar um norte, da mesma forma que eu escolhi usar seu manto. Agora, vinte anos depois, após inúmeros ataques, eu segui o rastro da Força até Alderaan, onde eu acredito que os ensinamentos perdidos estão escondidos na antiga casa Rist. Decidi me passar por um nobre, não foi difícil. Só precisei de suas roupas, tirar sua vida e colocar na mente de todos a visão de seu rosto no meu. O povoado deste planeta é tão alienado em relação ao resto mundo, que fica fácil influenciar suas mentes. Estou no berço do inimigo, a casa Organa, principal conexão entre a República e Alderaan, a procura de qualquer informação que me leve até ao paradeiro da casa Rist".


- Encerrar transmissão - Bradei enquanto fechava minha mão e um holograma de gravação com a minha imagem desaparecia.

Já estava na hora do pôr-do-sol e eu estava no meu quarto no palácio Organa. É natural Jedis e Siths registrarem sua história para ser passada futuramente para aprendizes através de um datacron. Já faz algum tempo que venho fazendo isto, para futuramente construir meu legado.

Suspirei. Levantei minha cabeça em direção ao teto e ao enorme lustre luxuoso sobre mim. Meu quarto possuía mais do que o necessário para minhas necessidades. Naquele momento, não havia tempo para luxo ou vaidade. Eu não estava ali para descansar. Meu corpo estava despido, com meus cabelos brancos e longos soltos, apenas com minha típica faixa vermelha sob a região onde ficaria os meus olhos. Sentado da cama, estiquei meu braço direito em direção a um criado mudo, onde logo meu sabre de luz voava em minha direção, tomando seu destino até minha mão. Com o apertar de um botão o ativei, vendo seu plasma avermelhado tomando forma e brilhando em meu rosto. Minhas memórias correram soltas. Precisei matar um Rancor para conquistá-lo. Nunca entendi o porquê. Eu era tão forte na Força quanto lutando com aquele sabre de luz. Quando Sidious pediu para que eu matasse aquela criatura gigantesca, eu simplesmente esmaguei sua garganta com o apertar da minha mão. Não foi nem se quer um desafio. Em fato, poucas vezes precisei sacar meu sabre de luz. Minha conexão com a Força é tão forte que eu passei a usá-la e treiná-la cada vez mais.

Perdido neste devaneio, me levantei e logo comecei a me arrumar. Pegando a primeira roupa elegante que vi perante todas aquelas opçoes daquele guarda roupa. Felizmente dentro da casa Organa, me conheciam apenas pelo o nome de Conde Vortharl, um representante de um engenho o qual serve a casa Organa. A perda da minha visão era referente a um acidente dentro do meu engenho. Sinceramente me irritava este disfarce, pois o tempo todo eu precisava andar com um dróide, pois eu precisava fingir que não conseguia guiar meu próprio caminho.

O importante é que eu não podia perder meu foco. Precisava alcançar a biblioteca sem ser visto. As vezes eu pensava em dilacerar um caminho, eliminando cada soldadinho. Parecia divertido na teoria, mas na prática me traria muita dor de cabeça. [b]- Senhor Vortharl, apenas lembrando-o que o jantar será servido no salão principal em uma hora! Seu dróide está na porta esperando para acompanha-lo - Fui interrompido por esta voz irritante que batia na minha porta. Um dos servos da família Organa. [b]- Muito obrigado! Estarei lá em um instante! - Respondi no tom mais alegre e falso que consegui passar.

Coloquei minhas vestes, prendi meu cabelo, ajeitei a faixa em meu rosto e agora faltava apenas um toque final. Permaneci parado, imóvel em frente ao espelho, enquanto que meu sabre de luz se deslocava da cama até dentro de meu casaco, oculto da visão alheia. Eu não precisava dele para me defender, mas era um código sempre estar com seu sabre de luz. Uma das poucas coisas que a Ordem Jedi e Sith possuem em comum.

Abri a porta, e caminhei através daquele corredor gigantesco com aquele dróide estúpido me... "guiando". Geralmente não havia nada com o que me preocupar, porém, aquela noite seria diferente. Passei o dia ouvindo os sussurros de que o Mestre Jedi Mace Windu, estaria hoje no Palácio com o próprio Senador Organa. Sei da perspicácia deste homem e sua sensibilidade com a Força. Definitivamente um oponente extraordinário o qual me causaria dores de cabeça ter que enfrentá-lo em território inimigo, onde com apenas uma frequência, um batalhão inteiro de clones fecharia todas as linhas de tráfego e percorreriam o planeta como um verdadeiro enxame. Não, não posso enfrentar Windu agora, portanto, meu foco é não ser descoberto. Infelizmente, esta noite, terei que ser o maldito Conde Vortharl.

 




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